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Posted by in Educação, Games

O que é um jogo?

O que é um jogo? Qual a função de um jogo? Só entreter? O que vem além de entreter?

O jogo é uma forma estruturada de se interpretar algo, se divertir e/ou aprender algo. Desde a interpretação da guerra no xadrez antigo até a interpretação de dança no Kinect, o objetivo do jogo sempre foi criar um espaço imaginário onde alguma coisa é desenvolvida de forma lúdica.

Construindo Hogwarts com as “pecinhas de lego” de Minecraft

Mas então, o jogo é uma invenção? Uma fuga da realidade? É e não é exatamente isso. Pegamos o caso do xadrez: duas pessoas iniciam uma guerra imaginária entre elas, nesse momento, uma simulação de realidade é criada onde ambos podem mover seus súditos e decidir o rumo de uma história, coisas que eles não poderiam ter feito fora do tabuleiro. Com essa fuga da realidade, os jogadores se divertem, geram estratégias e aprendem a estudar seu oponente. Quando voltam para a realidade, não voltam apenas com o que sairam, mas voltam como heróis, depois de sua jornada, trazendo novos conhecimentos e experiências.

No jogo digital não é muito diferente, cada game traz consigo uma jornada e recompensas únicas. Minecraft estimula (e muito) a criatividade, lógica e memória é exercitada nos quebra-cabeças de Kirby e Castlevania, agilidade e coordenação em jogos de tiro como Battlefield, questões de gênero são abordadas em Dys4ia e Mass Effect, empatia é muito forte em To The Moon ou Undertale, discriminação etnica é o tema principal em Papers Please e até o próprio conceito do que é um game é o questionamento central em Stanley Parable.

Pacifista: Em undertale, a jogadora pode escolher resolver os conflitos com diálogo.

Claro, os jogos passam tudo isso, mas não é “responsabilidade” do game. Ele está lá só para ser jogado e cabe ao jogador entender que se ele for jogar xadrez só para mexer peças, vai sair de lá com a mesma bagagem que chegou. Isso é um exercício que vale principalmente para os pais. Quando seu filho está jogando, assim como quando assiste a tv, procure saber o que a criança absorve e lembre-a de que pode tirar algo a mais daquela interação.

A bibliografia de Anne Antrophy durante seus primeiros momentos de transição é o tema de Dys4ia.

Cuide para que o tiro não saia pela culatra, se estiver jogando online, cedo ou tarde a criança terá contato com adultos que virão com todo tipo de linguagar e comportamento. Talvez seja interessante esperar pelo momento mais apropriado pra que ela entre em contato com esses jogos ou melhor conversar com ela e deixar claro o quanto aquilo pode ser tóxico e que algumas coisas são mal exemplo para levar para a vida. Cabe aos responsáveis decidirem a melhor forma de comunicar isso a criança.

Você faz tudo o que o jogo manda sem questionar? em Stanley Parable, o próprio jogo se coloca a prova quando questiona porque, afinal, você está apertando botõe.

No fim, criança ou adulto, todos sempre tem algo novo para aprender, então, agora, pegue um jogo e embarque em uma nova jornada com novo olhar e perceba: quais são as experiências e recompensas a encontrar por aqui? Se quiser, descreva essa jornada nos comentários, compartilhar as experiências após o retorno da aventura também é muito importante.

Boa jornada!

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